sábado, 26 de abril de 2008

Re-Animator

Re-Animator
(1985)

Herbert West (Combs) é um cientista louco obssecado com a morte. Em suas pesquisas, ele descobre um elixir que é capaz de trazer a vida seres mortos ou até mesmo partes do corpo desmenbradas. Quando seu professor Dr. Hill (Gile) tenta roubar sua descoberta, uma sucessão de assassinatos tem inicio. A produção é vagabunda, de poucos recursos, mas os efeitos especiais repugnantes ainda impressionam apesar do filme já ter mais de quinze anos. Obrigatório para os fãs do gênero.

Jeffrey Combs e Barbara Crampton estrelaram juntos outra produção baseada em conto de Lovercraft: From Beyond (Do Além).

A versão lançada em DVD possui oito minutos a mais: na época do lançamento em cinema, os produtores foram obrigados a fazer mutilações nas piores partes, principalmente na cena em a jovem é obrigada a fazer sexo com a cabeça desmenbrada do Dr. Hill.

Em 1993 o produtor Brian Yuzna juntou-se novamente a Stuart Gordon e Jeffrey Combs para realizar a continuação The Bride of the Re-Animator (A Noiva do Re-Animator), mas o resultado ficou aquem do original e o filme foi lançado diretamente em video.



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segunda-feira, 21 de abril de 2008

Videodrome — A Síndrome do Vídeo

Videodrome — A Síndrome do Vídeo
(1982)


Videodrome é o filme mais rebuscado, mais cáustico e excessivo de Cronenberg. O enredo rocambulesco e todas as implicações que o filme traz fazem de Videodrome a obra-prima de juventude de seu autor. James Woods é o diretor de um canal de filmes pornôs, a Civic TV, e dá de encontro com um tipo de filme em que o que se vê na tela (estupros, torturas, agressões) não é encenação, tudo realmente acontece (o que hoje é caracterizado como snuff movie, mas na época não tinha nome). Como que hipnotizado por essas imagens, Max Renn vai ao encontro de Nikki Brand, uma famosa apresentadora de rádio para saber mais sobre elas. Os dois acabam desenvolvendo uma relação de amor e de fascinação por esses vídeos, que vão acabar levando a personagem Nikki a desaparecer. Renn vai então à procura do Dr. Brian O'Blivion (oblivion significa esquecimento), um profeta da televisão que prega que a emissão de raios catódicos leva o homem a um estágio maior de evolução.

Temos um simples quadro dos elementos que se tornariam tão caros a Cronenberg: uma evolução que acaba se tornando em regressão (A Mosca, Rabid, Scanners), uma obsessão logo transformada em vício (Naked Lunch, Crash, M.Butterfly) a as mutações do corpo causadas pelos videodromos, que na verdade revelam ser apenas janelas mentais para emissões imperceptíveis que causam um tumor no cérebro cujo primeiro sintoma é causar alucinações em quem é atingido. Por trás da filosofia moralista que envolve a disseminação do videodromo — que é realmente a única coisa falha no filme —, podemos ver, entretanto, um lado negro da América que surgia: pastores televisivos, nova moralidade das ligas de pais contra a pornografia e os termos de baixo calão, etc.

Mas o que faz a grandeza de Cronenberg é que, pela única vez em sua obra, nos é dada a visão daquele que sofre com o vício. O filme é todo construído a partir do ponto de vista da alucinação, não do que acontece realmente. Daí vermos esguichos de gosma saindo da barriga de James Woods, um vídeo-cassete que é ora inserido ora retirado de uma vulva que nasce em sua barriga, uma fita de vídeo que se transforma em revólver, uma televisão que engole o espectador (como na foto acima). Não sabemos o que realmente acontece e o que é imaginação: tudo para o espectador é dado como se tudo que está na tela realmente estivesse acontecendo (e realmente está, do ponto de vista do personagem).

Videodrome é também uma das primeiras tentativas de dar conta dos efeitos da televisão e da nova cultura do vídeo. O Dr. O'Blivion, por exemplo, é uma pura existência midiática, uma vez que ele só tem vida nas fitas de vídeo que restaram de sua obra. A imagem na telinha é um jogo entre dois grupos extremistas, um que deseja remoralizar o mundo matando todos os depravados e outro que quer transformar a carne do homem em uma nova carne. O lema desse grupo é "Long live the new flesh/Viva a nova carne", e as campanhas de educação à nova carne e aos raios catódicos é realizada em um centro cívico de recuperação de mendigos e de emissões de raios catódicos. Nesse clima brutal de alienação pelo vídeo, a resposta de Cronenberg é a mais brutal já feita em seu cinema.

A última seqüência é uma conversa de Nikki, na televisão, já dada como morta, conversando com Max. Ela explica a ele todas as transformações pelas quais ele passou e fala que vai indicar qual é o próximo caminho. Depois de um breve contracampo para o rosto de Max, vemos a câmara se aproximando aos poucos da tevê, e Max vê a si próprio na telinha, com um revólver na mão, que ele eleva até a têmpora, para por fim atirar. Mais um contracampo mostra Max distanciado, com a mesma aproximação da câmara momentos antes. Tal qual na televisão, ele alça o olhar para frente, fixo no espectador, coloca o revólver na têmpora e repete a operação. Em tempos em que a ciência social começou a se aproximar da televisão como instauradora da realidade (Baudrillard, por exemplo), o cinema deu a sua contribuição mais espetacular e apocalíptica à questão, num claro artifício pavloviano de ação-reflexa. Se a primeira metade do século viu a reprodução em massa e a segunda metade viu a repetição em massa (como Godard já mostrou no curta O Novo Mundo), Videodrome aparece como um filme de exceção, que mostra o presente hiperbolizado para que nós possamos nos reconhecer melhor e para que possamos medir nossos atos mais sensivelmente.

Filme-delírio como poucos realizados até hoje, Videodrome é assustador como poucos, certamente o mais destruidor filme de Cronenberg, sobretudo porque o próprio tema exige grande parte dessa destruição. A desumanização é aterrorizante, as relações se dão todas pelo vídeo. O mundo daqui em diante será oblivion. Videodrome tem irmãos, como Dr. M, de Chabrol, ou Eles Vivem, de Carpenter (esses dois últimos de 89). Mas nenhum soube ser tão pessimista, tão certo de um no future assim. O indivíduo está jogado num vazio de alucinações e nem tem como voltar atrás. A única solução é se matar por um slogan. A cultura do vídeo é fundamentalista, e não há melhor saída para o fundamentalismo que a autofagia.

Ruy Gardnier



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sábado, 19 de abril de 2008

DellaMorte DellAmore

DellaMorte DellAmore
Pelo Amor e Pela Morte
(1994)

Itália/França/Alemanha

Francesco Dellamorte (Everett) é guarda do cemitério de uma pequena cidade algures, num momento indeterminado do tempo. Há um mistério naquele local que ninguém consegue explicar, mas que todos parecem aceitar com naturalidade: os mortos voltam à vida. São os ossos do ofício de Dellamorte, que se resigna a ter de tratar de filas de zombies que se dirigem à sua casa (no próprio cemitério) e levam um tiro no centro da cabeça.

O herói lamenta o seu destino, e julga-se amaldiçoado, a começar pelo seu nome que parece condicionar-lhe destino. Preferia chamar-se Francesco Dellamore. O seu ajudante (Lazaro) não é obeso por coincidência; é o seu Sancho Pança, companheiro numa cruzada em que os moinhos de vento são os mortos que se recusam a estar mortos.

«DellaMorte DellAmore» («Cemetery Man» para o mercado americano) baseia-se numa das mais famosas séries de banda desenhada italiana, Dylan Dog, "investigador de pesadelos". A série, da autoria de Tiziano Sclavi, é publicada há 10 anos consecutivos. Curiosamente, quando Sclavi foi perguntado como Dylan Dog deveria ser desenhado, ele respondeu "como Rupert Everett", o que limitou o casting para o filme. Felizmente Everett estava disponível e tem aqui uma grande performance enquanto actor. Há quem diga mesmo que é o único papel relevante na sua carreira.

A primeira secção do filme é uma pura comédia gore, fazendo lembrar «Evil Dead 2» (Everett até parece Bruce Campbell), mas a determinada altura a melancolia chega, com o surgimento de Anna Falchi, no papel de uma bela viúva. Que morre, mas volta... A actriz encarna duas outras personagens


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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Dead Alive

Dead Alive
Braindead
Fome Animal
(1992)

HAHAHA, Vale a pena baixar!

Durante um passeio no zoológico, rapaz é vigiado por sua mãe neurótica que, depois de mordida (e contaminada) por uma espécie rara de macaco transforma-se em zumbi e espalha a doença por toda a cidade. O diretor Peter Jackson realizou uma pequena obra-prima com efeitos descaradamente nojentos e uma incontestável quantidade de referências (de Psicose a Hellraiser). Quem tiver estomâgo fraco é melhor ficar distante. Fãs do gênero não podem perder.

A cena preferida de Jackson (a do bebê no parque) só foi realizada porque sobrou dinheiro da produção. Caso não rodasse a cena, ele teria que devolver a grana para o estúdio.

Como sempre ocorre com filmes de horror, este também teve problema de censura em paises europeus: Alemanha, Inglaterra e Austrália exibiram a fita com cerca de 18 minutos a menos.

Cerca de 300 litros de sangue de porco foram gastos na sequência final em que o cortador de grama sai decepando vários zumbis.

O filme chegou direto ao mercado de video americano causando estardalhaço. Jackson logo foi convidado para dirigir Os Espiritos e escrever o roteiro de Freddy Vs. Jason (que ele abandonou em seguida para dirigir O Senhor dos Anéis).



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quarta-feira, 16 de abril de 2008

Night of The Living Dead 3D

Night of The Living Dead 3D
A Noite dos Mortos Vivos 3D
(2006)

BLERGH!
Barbara e seu irmão Johnny chegam atrasados ao enterro de sua tia e entram em um grande pesadelo, em que mortos voltam à vida e começam a atacá-los. Barbara é salva por um estudante chamado Bem e o casal consegue refúgio em uma fazenda nas proximidades. Embora tentem avisar os moradores do perigo, ninguém acredita. Quando a noite cai, a propriedade fica cercada por um exército de zumbis que eles terão de enfrentar para tentar ficar vivos até o amanhecer.


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Áudio: Inglês
Legenda: Português

REC

REC
(2007)

Produção espanhola...do caralho!

O filme tem característica de documentário, estilo “A Bruxa de Blair” (The Blair Witch Project - USA, 1999). A repórter Angela Vidal (Manuela Velasco) juntamente com o cinegrafista Pablo, vagam pela cidade fazendo matérias com profissionais que atuam somente na parte da noite, no caso do filme, ela resolve mostrar em seu programa “Mientras Usted Duerme” a rotina noturna de uma equipe do Corpo de Bombeiros.

O grupamento recebe um chamado sobre uma possível briga de casal que está acontecendo em um prédio, ao chegar no local, a Polícia já estava presente e é constatado que se trata de uma senhora de idade que está gritando a horas dentro do quarto sem nenhum motivo aparente. Os Bombeiros, juntamente com a Polícia, resolvem arrombar a porta do apartamento da senhora e começam a entender que não se trata apenas de um problema doméstico.


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Legenda

Boo!

Boo!
Hospital Maldito
(2004)


Pra quem gosta de pastel :D

Na semana do Halloween, um grupo de jovens resolve se divertir em um sinistro hospital abandonado que tem a fama de ser mal-assombrado. Mas o que deveria ser uma divertida brincadeira com sustos e risadas torna-se o pior dos pesadelos. Inicia-se uma série de arrepiantes acontecimentos com direito até a almas penadas. Agora é cada um por si e o azar para todos.


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Áudio: Português
Legenda: Não disponível